O debate sobre o Projeto de Lei que prevê a transição da escala 6×1 para a 5×2 vem ganhando força e trazendo apreensão às diretorias do varejo. Para um setor que opera com lojas abertas 7 dias por semana, margens já apertadas, dificuldade de contratação e um turnover altíssimo, a perspectiva de reduzir a carga horária muitas vezes soa como uma ameaça. Com a sobreposição de feriados, Copa do Mundo e eleições no ano de 2026, a pressão operacional atingirá níveis críticos.
A reação instintiva do mercado é focar no aumento do custo da folha salarial e na necessidade de contratar mais pessoas para cobrir a mesma operação, elevando o custo e a gestão de escalas. No entanto, o verdadeiro vilão que ameaça o varejo financeiramente não é o aumento da folha, e sim o desperdício gerado pela ineficiência operacional.
A matemática do desperdício
Considere um colaborador operacional com um custo total para a empresa de R$3.200,00 (incluindo salário, encargos e benefícios), temos um custo por hora de R$14,54, calculado com base em uma jornada de 220 horas mensais.
Se esse colaborador perde 20 minutos de seu dia devido à falta de direcionamento claro, esperando pela atribuição de tarefas, buscando informações, lidando com retrabalho, “apagando incêndios” ou realizando deslocamentos desnecessários dentro da loja, o custo dessa ineficiência pode ser estimado da seguinte forma:
• Cálculo do tempo perdido:
20 minutos por dia x 26 dias = 520 minutos
520 minutos / 60 = 8,67 horas por mês
Multiplicando essas horas pelo custo por hora, temos:
• Custo mensal de ineficiência:
8,67 horas x R$ 14,54 = R$ 126,00 por mês
À primeira vista, esse valor pode parecer baixo. No entanto, ao considerar uma loja com 80 colaboradores operacionais, o cenário muda significativamente:
• Custo total mensal para 80 colaboradores:
80 x R$ 126,00 = R$ 10.080,00 por mês
Custo anual por loja: R$ 120.960,00
Esses valores refletem apenas as perdas decorrentes da falta de clareza nas tarefas. Além disso, é importante ressaltar que esse cálculo não inclui as perdas de vendas que podem ocorrer devido à ruptura de estoque nas gôndolas.
A experiência do colaborador reflete na experiência do cliente
Muitas redes falam em focar na “Experiência do Shopper” e em colocar “o cliente no centro”, mas como proporcionar uma experiência agradável ao cliente se os colaboradores operam na exaustão e no improviso?
A produtividade não nasce apenas de horas trabalhadas, ela é o resultado da seguinte equação: Pessoas + Processos + Ferramentas + Cultura + Clareza Operacional = Experiência do Colaborador. Jornadas menores reduzem o desgaste, melhoram a retenção e elevam a produtividade por hora. Porém, para que a escala 5×2 funcione, a operação não pode depender de processos confusos ou da mente cansada de um gerente de loja atuando apenas como remediador do caos.
A tecnologia como viabilizadora do modelo 5×2
Partindo da máxima de que “se a mão de obra ficará mais cara, cada venda perdida por ruptura ficará ainda mais cara”, a tecnologia se torna o único caminho para sustentar essa transição. O varejo precisa de soluções que tirem o time do improviso.
Com o Fluxxer, o sistema automatiza o fluxo decisório e orquestra as prioridades operacionais em tempo real. O Fluxxer elimina os 20 minutos de retrabalho e ociosidade gerando tarefas encadeadas, onde cada colaborador sabe exatamente “o que” e “como” fazer, com total rastreabilidade. Os gerentes e coordenadores ficam menos saturados e voltam a ser líderes estratégicos em vez de cobradores de tarefas.
O futuro do varejo não está na necessidade de ter mais pessoas, mas sim em conseguir uma operação incrivelmente mais eficiente na prática. Existe uma diferença enorme entre reduzir pessoas e eliminar o desperdício operacional.
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